Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais | Foto: Divulgação/FAPDF
Em cúpula com aliados como Milei e Bukele, republicano justificou medida alegando lutar contra o narcotráfico; discurso no evento incluiu ameaça a Cuba: ‘vive últimos momentos’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se com doze líderes alinhados ao seu governo na cúpula “Escudo das Américas”, ocorrida neste sábado (07/03), em um resort, em Doral, na Flórida.
Durante o encontro, Trump anunciou a criação de uma aliança militar, batizada de “Coalização das Américas contra os Cartéis”, visando intensificar a cooperação militar entre os países alinhados a Washington para combater o narcotráfico na América Latina.
“O cerne do nosso acordo é o compromisso de usar força militar letal para destruir de uma vez por todas os cartéis sinistros e as redes terroristas”, declarou Trump, sem detalhar o formato dessas operações.
Entre os chefes de Estado presentes estavam Javier Milei (Argentina), Nayib Bukele (El Salvador), Nasry Asfura (Honduras), Daniel Noboa (Equador) e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
“Alguns de vocês estão em perigo. Quero dizer, vocês estão realmente em perigo. É difícil de acreditar. Mas estamos trabalhando com vocês para fazer o que for preciso”, disse o presidente norte-americano.
‘Usaremos mísseis’
Mencionando que a América Latina “é uma parte maravilhosa do mundo”, Trump afirmou que, para aproveitar todo o potencial da região, é preciso “acabar com o domínio dos cartéis, das gangues criminosas e das organizações horríveis dirigidas, em alguns casos, por verdadeiros animais, e libertar de verdade o nosso povo”.
A estratégia, frisou, poderá incluir ataques militares de alta precisão. “Usaremos mísseis, se eles quiserem que usemos mísseis. Eles são extremamente precisos. Bang, direto na sala de estar! Esse será o fim daquele membro do cartel”, declarou.
Ele também comparou a aliança dos países da região com a coalizão internacional contra o Estado Islâmico. “Assim como formamos uma coalizão para erradicar o Estado Islâmico, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nosso país”, disse.
Cuba
Durante o encontro, Trump disse que Cuba “vive seus últimos momentos”, reiterando suas contínuas ameaças contra a soberania da ilha caribenha. “Eles estão no fim da linha, não têm dinheiro, não têm petróleo. Eles têm uma filosofia ruim, têm um regime ruim, que já é ruim há muito tempo”, afirmou.
Na última sexta-feira (06/03), em entrevista à CNN, ele havia dito que o governo do país cairia “muito em breve”, sugerindo que lideranças da ilha estariam “negociando” com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com ele próprio.
“Eles querem fechar um acordo, então vou colocar Marco (Rubio) lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, disse.
Fonte: Opera Mundi

