Diáz-Canel acusa ‘cegueira política’ e ‘perversão’ do governo Trump, após anúncio de novas sanções
Marco Rubio classifica Cuba como ‘capital mundial do terrorismo radical de esquerda’; instituições, empresas e autoridades, incluindo presidente e sua esposa, foram sancionados
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou as novas ameaças da administração de Donald Trump contra a ilha, bem como a ampliação das sanções econômicas impostas a autoridades cubanas e seus familiares.
Em suas redes sociais, o líder cubano alertou que as ameaças do governo norte-americano e o endurecimento das sanções econômicas têm como objetivo reforçar o bloqueio e aprofundar o conflito com a ilha.
“Essa cegueira política soma-se às medidas coercitivas aplicadas nas últimas semanas contra o nosso país, destinadas a prejudicar o povo cubano”, afirmou Diáz-Canel.
Havana reafirmou sua decisão de resistir à ofensiva e enfrentar os cenários mais adversos, mantendo sua posição em defesa da soberania nacional diante da crescente pressão dos Estados Unidos.
“A agressão e a perversão do governo ianque entrarão em conflito com nossa decisão de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, acrescentou o líder cubano.
“Plano intervencionista”
Nesta quinta-feira (04/06), o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou em suas redes sociais as novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao presidente Miguel Díaz-Canel, a instituições cubanas e a organizações da sociedade civil.
“A inclusão vil do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, de parte de sua família, bem como de instituições cubanas, organizações da sociedade civil e empresas, em uma lista ilegítima e unilateral do governo dos EUA, é o exemplo mais recente do plano intervencionista dos EUA para retratar Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”, declarou o chanceler.
Ele enfatizou que “toda ação dos EUA com o objetivo de criar um cenário de conflito entre os dois países está fadada ao fracasso”. “Toda ameaça à independência e à soberania de Cuba será enfrentada com ainda mais união e determinação por parte do nosso povo”, afirmou.
Alegações de Washington
Nesta quinta-feira (04/06), os Estados Unidos anunciaram a imposição de novas sanções contra o presidente de Cuba, bem como contra familiares do general do Exército Raúl Castro. O Departamento do Tesouro dos EUA também sancionou a esposa do presidente cubano, Lis Cuesta Peraza.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) incluiu as Forças Armadas Revolucionárias, os Comitês de Defesa da Revolução, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e as empresas Minera La Victoria S.A. e Amistur Cuba S.A. na lista de sanções. Raúl Alejandro Castro Cáliz, neto do general do Exército Raúl Castro, também foram inseridos.
Em publicação na plataforma X, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que “Cuba tem sido a capital mundial do terrorismo radical de esquerda” e que “o regime em Havana recrutou, treinou e apoiou movimentos marxistas violentos e do terceiro mundo em todo o nosso hemisfério e além”. A medida, acrescentou, “tem como alvo “a rede que possibilita e financia as operações subversivas e radicais de Cuba”.
Pela medida, “qualquer pessoa que preste serviços a esses atores sancionados corre risco de sanções. Bancos estrangeiros e outras empresas que prestam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades”, afirmou.
As autoridades cubanas denunciaram essas ações como parte de uma narrativa de Washington para justificar o embargo. Os Estados Unidos também apresentaram acusações contra o ex-presidente e líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, pela morte de quatro pilotos do grupo Irmãos ao Resgate, que Havana denuncia como uma organização terrorista estadunidense.
Fonte: Opera Mundi

